quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Da lua-de-mel #10

Mais um early rise and shine às 7h. Tomamos o pequeno-almoço no hotel e saímos para visitar, ainda em Kandy, o Temple of the Tooth. Sendo um templo, a indumentária é algo rigorosa. Eu tenho de ir de calças e braços cobertos (levo o único casaco fininho que trouxe e as calças que comprei há dias) e o Marco vai de t-shirt (os homens podem ir com os braços descobertos) e com um pareo meu à volta da cintura, de maneira a tapar as pernas. Vamos descalços também, o que aqui até nem é muito mau, porque o chão até é fresco e está aparentemente limpo. O templo é muito bonito, com muitos recantos de oração, e está repleto de flores, que são oferecidas pelo povo como oferenda.
Depois de sairmos do templo, pomo-nos a caminho do próximo destino. A meio da viagem, visitamos um Spice Garden, com muitos tratamentos naturais e remédios caseiros - tudo Ayurveda. Um guia explica-nos tudo enquanto nos faz uma visita guiada pelo enorme jardim e fábricas, recebemos uma massagem e, no fim, compramos uma embalagem de um remédio para as dores musculares. Por serem ayurveda, os produtos são extremamente caros, daí que apenas tenhamos comprado um, pois havia outros remédios caseiros muito interessantes, com para as dores de cabeça, hidratantes, para depilação, queda de cabelo, chás, etc...
Saímos do jardim e vamos almoçar. Almoçamos num restaurante em Dambulla, com um buffett muito bom, o melhor em que estivemos nestas férias. Espaço engraçado, praticamente ao ar livre, muita variedade de comida (tudo à base da gastronomia local) e os donos muito simpáticos.
A seguir, e novamente todos encobertos e descalços, visitamos o Dambulla Golden Cave Temple, um templo budista todo escavado na rocha (gratuito). Para chegarmos à zona do templo, temos que subir bastante, debaixo de um sol abrasador, e quando lá chegamos temos que tirar os chinelos, o que aqui foi péssimo, pois o chão está a escaldar. Só mesmo à corrida e, mesmo assim, não é fácil aguentar. À saída ainda tiramos algumas fotos com uns simpáticos macaquinhos que por ali andavam.
Vamos para o hotel. Deveríamos ficar no Inn On The Tree, um turismo com várias casas na árvore; no entanto, e porque nos apercebemos que algo estava errado com a nossa reserva, falamos com os nossos guias e exigimos ir para outro sítio, pois deram-nos uma casa térrea e não o que estava combinado, que era justamente uma casa na árvore. O nosso motorista resolve tudo com a Agência e, em menos de 1h, leva-nos para outro hotel, muito bom e muito bonito, com uma ampla receção, muito espaçosa e toda em open space. Somos novamente agraciados com um pano refrescante e um sumo de laranja. O hotel distribui-se ao longo de um enorme jardim, com vários bungallows, duas piscinas, e alguns edifícios com quartos, onde nós ficamos. O quarto é muito bom, a casa-de-banho também e o chuveiro mega fixe, grande e aberto, ou seja, sem portas nem vidros. Ficamos um pouco no quarto, tomamos um belo duche e hoje jantamos no hotel, pois estamos no meio do nada. O jantar foi muito bom. Ficamos um bocado no restaurante e depois passamos ao bar, mesmo ao lado, onde, pela primeira vez (e única), ouvimos falar português. O bar tem música ao vivo, jogamos um pouco de UNO e pedimos um Arrack para cada um (é uma bebida alcoólica destilada, género aguardente, mas forte demais para mim). Enquanto estamos no bar, aparece a Ashani com um bolo de chocolate a dizer "Sorry", por toda a confusão e incómodo de hoje à tarde com o hotel. Ficamos um pouco por lá e regressamos ao quarto pelas 23h.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
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05.10.2016

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